Você de volta ao controle

Alertas

Você sabia que a a disfunção erétil tem cura?

07/07/2014

O assunto é delicado, cercado de tabu e até de muita vergonha. Mas, mesmo que os homens não admitam, a disfunção erétil faz parte da rotina de muitos casais. A estimativa é que quase metade dos homens com mais de 40 anos tenham alguma dificuldade para ter ou manter uma ereção. A boa notícia é que o problema, mesmo nos casos mais graves, tem solução.
É o que garante a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), que lançou neste mês a campanha “De volta ao controle” para esclarecer os homens sobre as possibilidades de tratamento da disfunção erétil.
Segundo o chefe do Departamento de Andrologia da SBU, Antônio Moraes Júnior, há três linhas para se tratar o problema (veja mais detalhes na tabela abaixo). “A primeira é o uso de medicamentos orais, comprimidos. Existem quatro hoje no mercado. E a boa notícia é que este primeiro tratamento já resolve 80% dos casos”, conta.
Quando os remédios não funcionam, pode-se usar injeções, bombas penianas e, nos casos mais graves, próteses colocadas cirurgicamente.
“Hoje, as próteses oferecem ereções muito próximas da natural, permitindo prazer sem alterar o orgasmo, a ejaculação nem a espontaneidade da relação. A mulher nem vai perceber que o homem tem uma prótese se não souber examinar pênis”, garante.
O maior problema das próteses penianas é o custo - varia de R$ 2 mil a R$ 45 mil. Mas a SBU defende que a cirurgia seja coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Este é um problema de saúde pública. A vida sexual faz parte do bem-estar, da qualidade de vida do homem, mexe com sua autoestima. Se o governo arcar com isso, é possível que a indústria diminua esse custo”, explica.
Mas Antônio alerta: por mais que a idade seja um grande fator de risco para a disfunção erétil, não é o único. Alguns hábitos de vida podem favorecer o surgimento do problema, como diabetes, sedentarismo, obesidade, estresse, fumo e bebida alcoólica.
Como superar

O problema

O que é Disfunção erétil (DE) é a dificuldade de ter ou manter a ereção. O problema atinge 48,8% dos homens com mais de 40 anos.
Prevenção

Além da idade, o sedentarismo, a obesidade, o estresse e o uso de bebida alcoólica também favorecem o problema. Outro fator é a glicemia - 35% a 75% dos diabéticos podem ter DE.

Fumo
De cada dois fumantes, pelo menos um terá disfunção erétil em algum momento da vida 1ª linha de tratamento

Medicamento oral
É a primeira opção. Existem hoje quatro remédios no mercado e eles resolvem o problema em 80% dos casos

Prós e contras
É preciso tomar o comprimido, pelo menos, 30 minutos antes da relação e há necessidade de estímulo sexual. Mas seus efeitos podem durar de 6 a 36 horas

2ª linha de tratamento

Drogas injetáveis
A injeção é aplicada diretamente no corpo cavernoso do pênis, nos casos em que os remédios não fazem efeito
Prós e contras
Não há necessidade de estímulo sexual, e o efeito dura 4 horas. Há o risco de efeitos colaterais, como o priapismo (ereção involuntária e dolorosa que dura mais de 4 horas) ou de fibrose (quando as aplicações repetidas formam uma placa endurecida no pênis).

Solução
A fibrose pode causar curvatura no pênis e dor na ereção, mas pode ser revertida com remédios ou até cirurgia.

Bomba a vácuo
Apesar de pouco usada, também é uma opção de tratamento. Ela é colocada diretamente no pênis e suga o sangue para dentro do membro - um elástico é colocado na base para evitar que o sangue retorne, e a ereção se perca

3ª linha de tratamento
Próteses penianas
São recomendadas quando as outras opções não funcionam. Após a cirurgia para a colocação da prótese, não se deve manter relações sexuais por 4 a 6 semanas.

Prótese semirrígida
Com ela, o pênis fica rígido permanentemente, mas como a prótese é articulada, é possível colocá-lo em diferentes posições conforme a necessidade.

Prótese inflável
Mais próxima ao natural, permite controlar a firmeza do pênis pressionando uma bomba até obter a ereção desejada e, depois, voltar ao estado de repouso acionando uma válvula de esvaziamento.

Prós e contras
As próteses permitem uma ereção muito próxima da natural. Não interferem no prazer, nem na ejaculação, e dificilmente serão percebidas pelas parceiras. O maior problema é o preço. As semirrígidas custam de R$ 2 mil a R$ 8 mil; e as infláveis, de R$ 30 mil a R$ 45 mil - e não estão disponíveis pelo SUS ou planos de saúde.

Fonte: Sociedade Brasileira Urologia (SBU)

Site traz mais informações
No site www.devoltaaocontrole.com.br, é possível ter mais informações sobre a campanha “De Volta ao Controle” e obter detalhes sobre as alternativas mais modernas de tratamento da disfunção erétil - como os benefícios e as vantagens da utilização da prótese peniana.


Fonte: Gazeta Online



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