Você de volta ao controle

Alertas

Impotência sexual afeta 37% dos homens do Norte e Centro-Oeste do Brasil, aponta estudo

06/12/2014

A população brasileira ainda tem pouco conhecimento sobre a disfunção erétil, popularmente conhecida como impotência sexual, seus níveis de gravidade e formas de tratamento. Essa é a conclusão da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) após ter acesso aos dados da pesquisa “De Volta ao Controle”, encomendada ao Ibope. O estudo avaliou a percepção masculina e feminina sobre a doença que afeta 25 milhões de brasileiros - desses, cerca da metade sofre com a forma grave que impede o homem de ter relações. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, por exemplo, 37% dos homens afirmam que já tiveram alguma falha com ereção no ato sexual e 20% deles admitem falhar mais de uma vez ao mês. Embora 32% das pessoas dessas regiões não conheçam nenhum tipo de tratamento, 78% afirmam conversar abertamente sobre o problema e 76% não deixariam de ter relação sexual por medo de falhar. Para a SBU, mesmo que a impotência não ofereça risco de morte, ela não deve ser negligenciada porque afeta as relações interpessoais dos homens e compromete o bem-estar e a qualidade de vida. Para o presidente da Sociedade, o urologista Carlos Eduardo Corradi, é preciso falar sobre a doença e, principalmente, sobre como tratá-la. “É possível recuperar a função sexual”, diz ele, enfatizando que o tratamento vai muito além das medicações orais e injetáveis, mais conhecidas por 61% e 21% dos entrevistados pelo Ibope, respectivamente. Causas O tema da impotência sexual ainda é cercado de tabus, embora 78% dos entrevistados afirmem não ter dificuldade em discutir o assunto. Clinicamente falando, a disfunção erétil é uma falha no mecanismo de ereção que envolve o sistema nervoso e os vasos que controlam o fluxo sanguíneo no pênis, impedindo uma relação satisfatória. Por isso, o problema precisa ser levado a sério, pois pode desencadear distanciamento social do homem, além de sentimentos como angústia, vergonha, tristeza e raiva. “A disfunção é, na maioria das vezes, uma doença multifatorial. O estresse, assim como outros fatores de risco, como doenças cardiovasculares, diabetes e tabagismo, também podem comprometer a função erétil. Daí a importância de avaliar um amplo aspecto da saúde do homem, uma vez que as causas podem ser orgânicas ou psicológicas”, recomenda o chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia, Antonio de Moraes Jr. Além disso, o avanço da idade piora progressivamente a performance sexual. Tratamentos A disfunção erétil não é um problema que vai desaparecer de uma hora para a outra, por isso a consulta a um especialista se faz importante, alerta o urologista André Cavalcanti, presidente da seccional da SBU no Rio de Janeiro. “É essencial identificar as causas da disfunção e, a partir disso, determinar qual o melhor tratamento”, diz ele. Segundo o médico, existem três estágios de tratamento para a impotência, a começar pelo medicamentoso, que deve estar associado à melhoria de hábitos de vida, perda de peso e atividades físicas, de acordo com cada caso. No segundo nível estão as injeções de vasodilatadores diretamente no pênis, que também podem causar incômodo ao paciente com o tempo.

Outra opção são os implantes maleáveis ou infláveis. “Dificilmente um paciente vai colocar um implante sem tentar as outras formas de tratamento, mas ele é uma saída para pessoas com disfunção grave”, aponta o urologista. Para mais informações sobre o funcionamento, as vantagens e desvantagens desses procedimentos invasivos acesse o site www.devoltaaocontrole.com.br.



Fonte: Acrítica



destaques

Copyright © 2014 Sociedade Brasileira de Urologia
Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Ketchum.